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Unilever Portugal Mudar localização


Trees and foliage in a tropical rainforest. Unilever has committed to achieving a deforestation-free supply chain by 2023.

Como estamos a proteger as florestas e as pessoas que dependem delas

O nosso compromisso para proteger e regenerar a natureza inclui investir em tecnologia avançada, fortalecer os nossos requisitos para com os fornecedores, capacitar agricultores e pequenos proprietários e trabalhar com governos para defender mudanças no sector.

Limitar o aumento médio da temperatura global a 1,5 ° C, em linha com o Acordo de Paris, será impossível sem soluções baseadas na natureza. E a "tecnologia natural" das florestas é uma das maneiras mais eficientes de remover e armazenar dióxido de carbono da atmosfera numa escala significativa.

Enquanto a Unilever tem estado na vanguarda no que respeita os esforços para combater a desflorestação originada pela obtenção de matérias-primas na última década, reconhecemos que o progresso da indústria tem sido lento demais.

Como as florestas são o sustento de mais de mil milhões de pessoas e são o lar de mais de 80% da biodiversidade terrestre do planeta, assumimos o compromisso de ter uma cadeia de fornecimento sem desflorestação até 2023. Continuamos a intensificar os nossos esforços para alcançar esse objetivo.

Estamos focados no óleo de palma, papel e cartão, cacau, chá e soja porque estas matérias-primas representam mais de 65% do nosso impacto na terra.

“Quando as pessoas compram um produto da Unilever, queremos que tenham a certeza de que não foi à custa das pessoas ou do planeta”, refere Dave Ingram, Chief Procurement Officer. “Parte dessa experiência é saber que os ingredientes usados são cultivados em ecossistemas naturais sem desflorestação e por pessoas cujos direitos são respeitados e promovidos.”

O nosso plano de ação para proteger e regenerar a natureza

Aprendemos ao longo dos últimos dez anos que a certificação – onde ainda não temos rastreabilidade total – não garante uma cadeia de valor sem desflorestação.

É necessário mudar a maneira como operam as cadeias de fornecimento, e isso significa voltar ao campo onde crescem os ingredientes e ter a visibilidade do que acontece no local. Tal é verdade para os “primeiros kilómetros ” que inclui a produção das matérias-primas e chegada ao local onde são inicialmente processadas.

Para alcançar isto, estamos a recorrer a tecnologia avançada, enquanto reforçamos as nossas exigências junto dos fornecedores e capacitamos os agricultores e pequenos proprietários a proteger e regenerar a terra. Em simultâneo, continuaremos a trabalhar com os governos, ONGs e outros parceiros no sentido de defender mudanças na indústria.

Aumentar a transparência e a rastreabilidade

Para melhorar a transparência e a rastreabilidade da nossa cadeia de fornecimento, estamos a investir em dados de satélite, geolocalização e análise, trabalhar com empresas de tecnologia e start-ups inovadoras para percebermos o impacto que causamos no uso da terra, nas pessoas e nas emissões de carbono.

Os recursos digitais mais recentes irão melhorar a maneira como monitorizamos, prevemos e respondemos às situações, permitindo-nos agir quando algo acontece e antecipar onde a desflorestação provavelmente irá ocorrer de seguida. Este conhecimento irá ajudar-nos a identificar áreas de alto risco e direcionar as intervenções para onde são mais necessárias.

A tecnologia também será uma força para o bem à medida que alavancamos estes recursos para ajudar a entender melhor as áreas que precisam ser protegidas e as que têm maior potencial para serem regeneradas.

Melhorar a obtenção das matérias-primas

Fazer parcerias com os nossos fornecedores é fundamental. Estamos empenhados em desenvolver relacionamentos mais profundos com os nossos parceiros que partilham da mesma ambição de proteger e regenerar a terra e capacitar os agricultores e pequenos proprietários que dela dependem.

O que estamos a fazer neste sentido é abordado na nossa Política para as Pessoas e Natureza recentemente introduzida, que se baseia nos princípios de proteção dos ecossistemas naturais contra a desflorestação e conversão, respeitando e promovendo os direitos humanos, criando cadeias de fornecimento transparentes e rastreáveis, sendo uma força para o bem para as pessoas e para a natureza. É uma política pioneira que contém objetivos ambientais e sociais.

Em conjunto com a nossa Política de Origem Responsável, esta política estabelece requisitos claros para o nosso próprio negócio, fornecedores e parceiros, incluindo a proteção de ecossistemas naturais contra a desflorestação e conversão, respeitando e promovendo os direitos humanos, sendo uma força para o bem para as pessoas e para o planeta.

Trabalhar com agricultores e pequenos proprietários

Os pequenos proprietários e as comunidades indígenas são os administradores mais importantes da terra e têm um papel essencial a desempenhar na luta para acabar com a desflorestação e regenerar a natureza.

Estamos comprometidos em capacitar uma nova geração de agricultores e pequenos proprietários, apoiando programas de subsistência que melhoram as operações agrícolas, aumentam a produtividade, auxiliam na diversificação dos fluxos de rendimento e permitem que os agricultores ganhem um rendimento justo.

Acreditamos que que assim podemos gerar um impacto realmente positivo, não só para essas comunidades, mas também para a saúde do planeta.

O nosso compromisso em todo o setor

Se nos concentrarmos simplesmente em alcançar uma cadeia de fornecimento para nós sem desflorestação, mas não conseguirmos resolver os problemas sistémicos mais amplos que levam à perda de florestas e afetam as pessoas que nelas trabalham, deixaremos um mundo mais pobre para as gerações futuras.

Continuaremos a defender e liderar a transformação das cadeias mundiais de fornecimento em direção a modelos mais sustentáveis e regenerativos. Isso requer que empresas, governos e a sociedade civil trabalhem em conjunto para investir em florestas e economias para que todos possamos viver de forma sustentável.

Magnum, cacau e a Costa do Marfim

A Costa do Marfim é um dos maiores países produtores de cacau do mundo e um local importante de onde obtemos o chocolate para os nossos gelados Magnum.

É também um país onde as florestas se encontram ameaçadas.

Como parte da sua estratégia de sustentabilidade, Magnum anunciou um programa de restauração florestal no qual irá replantar 465.000 árvores autóctones na região de Cavally, que é uma das áreas de maior biodiversidade do mundo.

A iniciativa também inclui uma colaboração num programa único de arte e rádio com o objetivo de envolver as comunidades locais no trabalho para proteger e restaurar a biodiversidade dos habitats de floresta.

Isto faz parte de uma estratégia mais ampla para o cacau que nos aproxima das pessoas que cultivam os nossos ingredientes. Até 2025, pretendemos alcançar pelo menos um terço dos produtores de cacau de fornecimento direto com programas personalizados que: tiram os produtores de cacau da pobreza, eliminam o trabalho infantil, travam a desflorestação e defendem a proteção e a conservação das florestas.

Magnum lidera esta estratégia e é responsável por 90% do nosso consumo total de cacau.

O Brand Director de Magnum, Benjamin Curtis refere: “Estamos orgulhosos de anunciar o nosso trabalho de proteger e preservar a floresta da Costa do Marfim, de onde vem a maior parte do cacau de Magnum. Isto ajuda-nos a continuar no caminho certo para um futuro sustentável quer para a Magnum quer para as nossas comunidades locais de cultivo de cacau, e significa que os consumidores podem desfrutar de seu gelado Magnum sabendo que fizeram a escolha certa para as pessoas e para o planeta. ”